quarta-feira, 10 de abril de 2013

Quão importante? Quão solitário?


 Morro me lembrando e apegando em detalhes.
Nos detalhes de sentar na mesa com minha família, rir das piadas do meu pai, das gracinhas da Luiza e do João, do "Alguém" (se eu morrer, quem importa entende ;D) .. Trocando olhares com Mamãe. Morri tão sortuda. Com um bilhão de defeitos, dei tanta sorte em ter uma família como essa. Eu amo demais vocês.
 Morri lembrando dos detalhes de segunda feira, no riso solto de alguém que acaba de me conhecer, na teimosia taurina, no jeito acolhedor de fazer de tudo pra me deixar a vontade. 
 Morri recordando o matinho, a quadra, a sala de aula. Recordando as fotos, as músicas, as idiotices do melhor grupo de amigos que eu já tive. Inteligentes, sarcásticos, fodas. Obrigada, obrigada por me fornecer momentos tão incríveis. Pois serem meus motivos de sorriso quando tudo estava tão difícil.
 Morri revivendo. Te revivendo. Revivendo uma ida ao duque, aquela mão quente brincando de achar meu umbigo, o "amor platônico, o "você é minha Mione". As incertezas, o beijo na testa, no nariz, o primeiro beijo. A tia no banheiro. A mordida na orelha. O capuava, as danças, os segredos, as tentativas de término. O meu aniversário. O teu aniversário. A nossa formatura. As nossas histórias, os nossos filhos. Revivi tudo o que vivi e o que só sonhei. Morri indignada com tua inocência, meu eterno imbecil. Só você não entendeu que a culpa é toda dos astros.
 

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