segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

independencia. (?)

 Todo mundo precisa de alguém para se apoiar.. precisa dos pais para vangloriar os primeiros passos e sorrir diante da queda leve na escada. Todos precisamos de alguém para nos ensinar a pegar no lápis, a juntas a vogal com a consoante, a amarrar os cadarços. Todo mundo precisa de uma alma paciente para mostrar como usar faca e garfo, como tomar o leite quente na xícara e como usar as mãos para não afundar na piscina. Precisam de alguém mais forte, mais firme para segurar a bicicleta no quintal e adiar sua queda ao máximo, até a retirada das rodinhas e aquele tombo inevitável deixar claro que temos que seguir sozinhos. É a partir desse momento que nos empenhamos em mostrarmos que podemos, que a roupa pode ser escolhida sem ajuda e que já sabemos como desembaraçar os cachos. Quando a primeira pedalada é dada, o fato único e de primeira estância tão sem importância marca o nosso impulso diante da independência. Um passo grande amenizado pelo sucesso, e depois acentuando-se aos poucos na cabeça de cada pai e responsável quando você e sua bike vão saindo sozinhos para uma volta naquele parque...


ps.: eu não sei andar de bike . =D

domingo, 23 de janeiro de 2011

as vezes o silencio rasteja ligeiro pelo meu quarto e me cobre durante o sono como um manto permanente em volta da minha alma.. o segredo de toda minha inquietude durante minha estada nessa vida solitária... a resposta sem sentido pelo motivo das notas musicais serem o meu dialogo de todo dia, pelo meu desapego a pessoas de carne e osso. O mundo frio em que convivemos com montanhas de problemas irreparáveis. Erros sem solução. Ou vice versa. O mundo colorido que perdeu a cor enquanto eu adormecia... sonhando com quem não deveria e prevendo o que não aconteceria. Tentando ser o que eu não sou nem nunca serei. Descobrindo os meus defeitos e me fechando para o mundo. abrindo portas para quem estivesse vagando pelos mesmos corredores desertos que eu. Deixando claro meus pesadelos através dos gritos que atormentarão as noites de insônia dos meus vizinhos ocultos. Um altar particular no guarda roupa segurando segredos de uma vida vulgar e vazia que completa o fim da história macabra, tecida pela bruxa de vermelho que caminha por entre as pedras da minha varanda. A incoerência em cada frase e vírgula que eu deixo, confundindo os sentidos do monstro que me atormenta a tantas décadas. Que o silencio cumpra sua missão e permita que eu me esconda no seu manto, me esconda do inquilino indesejável que veio me propor o único desafio da humanidade.


Viver eternamente.


 ps. acho que eu estou ficando louca o.o
 Nós passamos pelos minutos mais encantadores que eu poderia presenciar. Tive o prazer de amar e ser amada com tamanha intensidade que hoje o fim é algo extremamente abominavel. O dom de estar sempre nos meus pensamentos vai ser sua ruina se o nosso futuro for sempre separado por mentiras. Suas, minhas, de terceiros. Eu só peço uma chance para que os erros sejam reparados. Só peço uma chance de sucesso para o meu final feliz. Só peço o retorno das voltas pelo bairro sobre o sol de meia tarde. me sentir novamente desejada feia, linda, doente, saudavel.
 Me sentir sua como sempre me sentia. Apertar suas mãos e saber que seriam elas que me levantariam se eu caisse. Quero voce para me amparar como antes.. um sorriso para me dizer que tudo vai ficar bem. Que eu vou sobreviver, pois eu terei você.
 eu quero meu passado de volta..

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011


postando aqui porque "ninguém" vê..
 Um sorriso, uma lágrima. Caminhos que não vão mais se cruzar porque os outros assim delimitaram. O sangue perfeito que escorreu do meu peito não brilha como imaginei. Mesmo que confuso, o amor ainda se faz presente, quebrando as correntes da razão e me fazendo prisioneira dessa ilusão insana que me transforma num animal sem nada alem de inteligencia emocional. as exigencias gritantes que me obrigam a entrar na contradissão e dizer que te odeio. os sentimentos  se confundem até que num proximo segundo só sobra o vazio onde antes havia seus braços. um vacuo imenso onde antes sobrevivia os beijos.. um silencio alarmante onde antes ecoavam os "eu te amo". se eu permitisse que o passado e o presente se juntassem em linhas unicas, caminhando paar um "feliz para sempre" no meu futuro, no seu futuro.. mas não permito. não me permito entregar novamente meu coração há humilhações por medo da gozação, da ilusão, por medo do pequeno gesto negativo dizendo que não.
 eu me tornei uma covarde com medo de sofrer. e o que faço para te esquecer?

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Você se ama?

"Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.


E então, pude relaxar.

Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.



Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.

Hoje sei que isso é...Autenticidade.



Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.

Hoje chamo isso de... Amadurecimento.



Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.

Hoje sei que o nome disso é... Respeito.



Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.

Hoje sei que se chama... Amor-próprio.



Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.

Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.

Hoje sei que isso é... Simplicidade.



Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.

Hoje descobri a... Humildade.



Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.

Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.



Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.

Tudo isso é... Saber viver!!!"



Charles Chaplin



 Transferindo minha emoções para o papel tenho me isolado um pouco daqui. Mas restornarei ^^