Certo. Eu vou respirar e ser impulsiva. Fingir que nada dói e me entregar ao simples desejo de o fazer. Vou ser fria e calculista. Vou responder as perguntas nobres com sentimentos de “foda-se”. Vou cutucar minhas feridas de vez em quando para não esquecer: já me decepcionaram. Eu vou resmungar a falsa preocupação com um aceno rápido. Eu vou chorar mesmo que você esteja pensando: Você não tem motivos parar reclamar, você não sabe o que é sofrer. Eu vou dizer “ok” pra tudo e no meu intimo eu vou me permitir gritar, morrer de raiva e humilhação. No fim, isso só importa para Deus e para mim mesmo. E é mais do que suficiente.
sábado, 8 de outubro de 2011
Certo. Eu vou respirar e ser impulsiva. Fingir que nada dói e me entregar ao simples desejo de o fazer. Vou ser fria e calculista. Vou responder as perguntas nobres com sentimentos de “foda-se”. Vou cutucar minhas feridas de vez em quando para não esquecer: já me decepcionaram. Eu vou resmungar a falsa preocupação com um aceno rápido. Eu vou chorar mesmo que você esteja pensando: Você não tem motivos parar reclamar, você não sabe o que é sofrer. Eu vou dizer “ok” pra tudo e no meu intimo eu vou me permitir gritar, morrer de raiva e humilhação. No fim, isso só importa para Deus e para mim mesmo. E é mais do que suficiente.
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