sexta-feira, 5 de abril de 2013

Purpurfargade Ansiktet

..e depois de tudo isso.. eu estou com medo. 
  Acordei gelada e não consegui dormir. Morte é sempre mais poética quando parafraseada por uma boa mente. Maldição? Colocou um pequeno varsel em mim, a distância ? Um Filho das flores da noite. "Maldição é uma coisa, o que você tem não é uma coisa. O que você tem esta vivo."

 Medo. Depois de tudo isso eu estou com medo.
 Estou com medo. Medo daquela velha suja há anos (parecem tão mais) que enfiara o nariz seboso no meu rosto olhando fixamente pra minha mancha no olho.
 Mancha que vem crescendo. 
 E vem crescendo o bicho que carrego. Que respira sem fronteiras. Seria eu capaz de passar essa .. coisa, pra outrem?
 Não quero morrer assim. Eu estou com medo. 

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 As três da manhã, seja lá como esta teu relacionamento com o Ser Superior, reze, ore, fale. 
Alguém. Por mim. Coisas ruins acontecem, sim. Mas assim? Uma atras da outra? 
 Peso, sangue em datas confusas, a dor ao urinar. 
 Quebra o note, roubam o note, trocam sua senha na universidade. 
 Perde o grande amor, perde o melhor amigo, perde a vontade de esquecer. 
 Eu to com medo. 

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 Não posso ter certeza de nada, mas acho que é você, Barbosa. Admita, levante a bandeira de paz, mantenha uma relação amigável. Me cure. Ou venha, faça-me um filho e morra.
  Se não for ( o que eu adoraria, sinceramente) quem é ? Por que, tão religiosamente, consulta esse meu espaço? Se identifique até domingo a noite, se não, tão triste, mais triste, morta,bloquearei.
 E se um dia o sangue escorrer mais do que o permitido, o peso cair mais do que o aceitável, as dores não cessarem com soro, ninguém há de saber o que eu quis dizer antes de morrer.

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