Por ontem.
Que dia, que morte não conquistada.
Que estranho se arrumar, se olhar no espelho e se achar linda ! Ver como o vestido curto, rodado, preto deixa sua pele branca das coxas levemente a mostra, que estranho se olhar e saber que vai ser desejada, notada. Que estranho balançar os cabelos, os cachos montados com laços, a maquiagem leve de quem despreocupadamente se fez linda.. estranho e sentir o cheiro bom que exala quando você se movimenta. Que estranho foi sentir tudo isso. Que estranho dar aquele beijinho no rosto da minha mamãe mais uma vez, ouvir "cuidado", "Leve um casaco" quando a mensagem de "cheguei" soa. Estranho o entrar, o cumprimento sem rumo de sempre, elogio bem vindo, o levar na brincadeira e o saber lidar com aquela amizade distração. Estranho realmente conseguir me distrair, me sentir com um amigo, me deixando levantar, ser beliscada, olhada, rodada, abraçada. Assistindo aquele filme de terror, unhando num susto o coitado. Que estranho sentir aquele momento constrangedor de silencio quando come, por que não tem intimidade suficiente pra fazer aquilo sem vergonha do aparelho sujo, de comida voar, como fazia com aquela pessoa.. Que estranho é aquele momento meio combinado, de estacionada no carro, e no automático fazer se deixar levar por um beijo que te distrai, suaviza, mas não infla. Que estranho é pensar durante o acontecido que aquela pessoa lá faz isso sem pudor, sem medo de julgamento, sem pensar em você com MUITAS outras e MUITAS VEZES, e que estranho é esse pensamento te impulsionar, te irritar a ponto de se mostrar como a garota atitude que tem por sangue ser, fazendo você se inclinar pra frente e aparentar querer mais do que aquilo que você já esta a fazer. Que estranho é encerrar esfriando e se lembrando do capricho que toda aquela situação representa pro seu ego, "selando" o "vamos" e colocando o cinto. Que estranho e deixar a mão pousar na sua perna por alguns segundos antes de toma-la com um carinho de amiga, e pedir pra trocar as marchas. Mas o mais estranho, o terrivelmente estranho é aquele momento em que começa tocar aquela ÚNICA música do Luan Santana que eu não posso ouvir, responder automaticamente "SIM" ao "você gosta dessa música" e não poder desmentir mudando, aqueles segundos que minha mente vaga enquanto ele cantarola .."um lance, assim, sem graça..." e sua mente começa a vagar.. seu coração aperta, a garganta seca, você não consegue disfarçar. Aquele silêncio constrangedor onde eu sei que os dois estão vagando por memórias boas, onde eu sei que quando ele canta ".. e ai, pois é, sei lá" é exatamente aquela situação.
E que estranho é essa vontade de descer do carro, de correr pra longe, de dar um abraço naquele amigo que te estendeu a mão e que eu prometi ajudar e gritar: QUEM ESTAMOS QUERENDO ENGANAR? Você ama ela, eu não consigo me apaixonar por outra pessoa que não seja ele, ou o que ele foi! O que estamos fazendo?!
E eu viro pro lado, abro a janela, aperto as mãos quentes dele entre as minhas frias como dizendo: tudo bem, eu realmente te entendo. Faz parte do nosso jogo de falsa aceitação. Eu sinto aquela lágrima que quer cair quando a oração que o meu subconsciente faz de "por favor papai do Céu" quando aquela voz chata do luan santana canta exatamente o que eu mais quero ouvir.. "Eu vou estar.. te esperando nem que já esteja velhinha gagá.. Com noventa, viúva, sozinha, não vou me importar.. Vou ligar, te chamar pra sair , namorar no sofá.. nem que seja além dessa vida eu vou estar.. te esperando" .. Minha lente reclama e eu engulo o choro como uma criança, mudo a música e faço uma piada boba pra acabar com aquele clima. Chego na porta de casa, e sorrio, disfarço, concluo e sigo.
E chego em casa, tiro os sapatos, ouço um pouquinho pelo horário, e vou pro banho só pra depois de sei lá, duas semanas?, chorar.
Ahn, como eu te amo. Como eu sei que o que eu amo são todas as coisas que você acertou, como eu sei que você tem um milhão de defeitos, dos quais eu amo os que conheci aqui, e dos quais eu odeio quando só descobri com você ai. Como eu sei que nada nunca vai voltar a ser o que foi e como dói, poha. E como eu sigo. E como eu finjo bem ! E como eu me mostro pra todas LINDA, glamurosa, com um foda-se preparado pra você. E como eu só queria te dar um beijo de esquimó e sussurrar: "Não há esperança nenhuma de uma amputação limpa.."
Por que a remoção bem sucedida de você realmente esta me matando.
Que dia, que morte não conquistada.
Que estranho se arrumar, se olhar no espelho e se achar linda ! Ver como o vestido curto, rodado, preto deixa sua pele branca das coxas levemente a mostra, que estranho se olhar e saber que vai ser desejada, notada. Que estranho balançar os cabelos, os cachos montados com laços, a maquiagem leve de quem despreocupadamente se fez linda.. estranho e sentir o cheiro bom que exala quando você se movimenta. Que estranho foi sentir tudo isso. Que estranho dar aquele beijinho no rosto da minha mamãe mais uma vez, ouvir "cuidado", "Leve um casaco" quando a mensagem de "cheguei" soa. Estranho o entrar, o cumprimento sem rumo de sempre, elogio bem vindo, o levar na brincadeira e o saber lidar com aquela amizade distração. Estranho realmente conseguir me distrair, me sentir com um amigo, me deixando levantar, ser beliscada, olhada, rodada, abraçada. Assistindo aquele filme de terror, unhando num susto o coitado. Que estranho sentir aquele momento constrangedor de silencio quando come, por que não tem intimidade suficiente pra fazer aquilo sem vergonha do aparelho sujo, de comida voar, como fazia com aquela pessoa.. Que estranho é aquele momento meio combinado, de estacionada no carro, e no automático fazer se deixar levar por um beijo que te distrai, suaviza, mas não infla. Que estranho é pensar durante o acontecido que aquela pessoa lá faz isso sem pudor, sem medo de julgamento, sem pensar em você com MUITAS outras e MUITAS VEZES, e que estranho é esse pensamento te impulsionar, te irritar a ponto de se mostrar como a garota atitude que tem por sangue ser, fazendo você se inclinar pra frente e aparentar querer mais do que aquilo que você já esta a fazer. Que estranho é encerrar esfriando e se lembrando do capricho que toda aquela situação representa pro seu ego, "selando" o "vamos" e colocando o cinto. Que estranho e deixar a mão pousar na sua perna por alguns segundos antes de toma-la com um carinho de amiga, e pedir pra trocar as marchas. Mas o mais estranho, o terrivelmente estranho é aquele momento em que começa tocar aquela ÚNICA música do Luan Santana que eu não posso ouvir, responder automaticamente "SIM" ao "você gosta dessa música" e não poder desmentir mudando, aqueles segundos que minha mente vaga enquanto ele cantarola .."um lance, assim, sem graça..." e sua mente começa a vagar.. seu coração aperta, a garganta seca, você não consegue disfarçar. Aquele silêncio constrangedor onde eu sei que os dois estão vagando por memórias boas, onde eu sei que quando ele canta ".. e ai, pois é, sei lá" é exatamente aquela situação.
E que estranho é essa vontade de descer do carro, de correr pra longe, de dar um abraço naquele amigo que te estendeu a mão e que eu prometi ajudar e gritar: QUEM ESTAMOS QUERENDO ENGANAR? Você ama ela, eu não consigo me apaixonar por outra pessoa que não seja ele, ou o que ele foi! O que estamos fazendo?!
E eu viro pro lado, abro a janela, aperto as mãos quentes dele entre as minhas frias como dizendo: tudo bem, eu realmente te entendo. Faz parte do nosso jogo de falsa aceitação. Eu sinto aquela lágrima que quer cair quando a oração que o meu subconsciente faz de "por favor papai do Céu" quando aquela voz chata do luan santana canta exatamente o que eu mais quero ouvir.. "Eu vou estar.. te esperando nem que já esteja velhinha gagá.. Com noventa, viúva, sozinha, não vou me importar.. Vou ligar, te chamar pra sair , namorar no sofá.. nem que seja além dessa vida eu vou estar.. te esperando" .. Minha lente reclama e eu engulo o choro como uma criança, mudo a música e faço uma piada boba pra acabar com aquele clima. Chego na porta de casa, e sorrio, disfarço, concluo e sigo.
E chego em casa, tiro os sapatos, ouço um pouquinho pelo horário, e vou pro banho só pra depois de sei lá, duas semanas?, chorar.
Ahn, como eu te amo. Como eu sei que o que eu amo são todas as coisas que você acertou, como eu sei que você tem um milhão de defeitos, dos quais eu amo os que conheci aqui, e dos quais eu odeio quando só descobri com você ai. Como eu sei que nada nunca vai voltar a ser o que foi e como dói, poha. E como eu sigo. E como eu finjo bem ! E como eu me mostro pra todas LINDA, glamurosa, com um foda-se preparado pra você. E como eu só queria te dar um beijo de esquimó e sussurrar: "Não há esperança nenhuma de uma amputação limpa.."
Por que a remoção bem sucedida de você realmente esta me matando.
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