quarta-feira, 20 de março de 2013

Merda.

 Se eu morrer hoje.. foi dado meu voto de misericórdia.
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 Eu queria ter escrito mais.. ter sido mais amada, queria nunca ter amado. Morri sem concretizar sonhos, mas salvando a alma, que percorre desamparada um corredor velho demais pra sua imaturidade. Toda alma que retorna com o objetivo de se aperfeiçoar vive intensamente. Minha alma viveu o que tinha pra viver, esta na hora de partir, esta na hora de esquecer. Esta na hora de voltar pra recuperar o que nessa perdi: a sanidade. Morrer agora é meu prêmio, morrer agora pra ser compensada em outra vida, já que nessa eu paguei os meus pecados amando por demais quem por de menos me fez. Quase desejo isso. Quase desejo outra vidas, Papai do Céu. Morro sonhando acordada com um recomeço. Talvez eu como homem, quem sabe ? E que nessa vida eu tenha aprendido o que é verdadeiramente se entregar, e o quão isso pode ser perigoso.. e prazeroso. Que como homem eu consiga cuidar e tratar, ajudar, amparar e não empurrar a estrela maior que é a mulher num inferno de dante por puro capricho como fizeram comigo nesta. Talvez, quem sabe, passar por isso não seja o preço que eu paguei por ter feito isso na vida anterior ? Quem sabe ?
 É tão menos doloroso quando nos enganamos de que foi o "destino", as "estrelas"  e o caralhoaquatro que nos machucaram, e não a verdadeira pessoa. Morri, hoje, querendo preservar a memória obscura que tenho do meu amor. Ou do simbólico amor. Tão mais simples nos permitir justificar a ruindade alheia. A desgraça que nos dirigem de graça.
 Por que ninguém é bom por natureza, nos moldamos. Morri me corroendo por dentro, ao me forçar a admitir e aprender que sim, existem pessoas que querem te ver mal, te fazer mal. Que desperdiçam tempo, energia e artimanhas pra nos envolver e machucar, como num jogo doentio que pode durar dias, ou meses.
 Morri indignada comigo mesma, por mesmo tendo ciência do jogo doentio feito, ainda amar o jogador fdp.
 Morri revezando planos de vingança, uma tentativa de paz interior e amadurecimento e a sinceridade real dentro de mim; o sofrimento verdadeiro de quando o UM não existe.

 Tão simplório. Tão insignificante.
 Pois morri bonita. Morri me sentindo desejável, embora Marcelo, não precisa por em palavras que quando eu entrei no Correio eu era mais.. robusta rs Mas valeu meu sorriso.
 .. morri gostosa, morri com tudo em cima. Mas morri morta, já fedendo há tempos.. (quanto, uns dois meses ? parece uma eternidade..).
"Sempre seu".
 Morri.
 E que do outro lado, tudo seja mais verdadeiro.
                            Por que ouvi mentiras suficientes por todas as vidas.

slice of life

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