Se eu não acordar amanhã.. Nossa, tanta coisa pra confessar.
Se eu não acordar amanhã, uma explicação básica: Juan, não, não to com raiva de você. Só to pondo em prática uma decisão tomada há tempos, que até duvidaram que eu conseguiria. Se eu morrer hoje, quarto quintos da primeira fase terão sido cumpridos. Só cinco pessoas atualmente conheciam verdadeiramente minhas dores, meus amores, minhas drogas, horrores e etc. Afastei-me da Dani, a primeira. Fugi de suas investidas, almoços, passeios programados. Depois você, cortando a intimidade que ainda restava, hoje renan. Re, perdão, rude e grossa, mas sincera. Não, não quis te ver, não, não quero teu ombro amigo, nem ajuda, nem nada. Só quero ficar na minha. Próximo e mais difícil seria você Guh, meu irmãozinho, mas como tudo contigo é mais difícil, não seria eu a te distanciar. Simplesmente iria acontecer com teu namoro e minha frieza aguda. O objetivo não é cortar laços com nenhum de vocês, mas tirar esse amor, essa intimidade, tirar meu sentimento materno, fiel à vocês. Morri com a pior dor que já pensei sentir, por conta do UM quinto que partiu sem eu ter tempo de me resguardar. E me tornar alguém mais indiferente, mais fria.. foi mais fácil do que imaginei. Quando a sua dor cala toda e qualquer compaixão que você possa sentir por outrem, magoar os outros fica muitíssimo mais simples.
Então, se eu morrer amanhã, saibam disso. Não foi por desamor nem nada disso que falei o que falei. Senti que não podia deixar mais ninguém invadir meu ser, e vocês estavam próximos demais.
continuando.
Se eu não acordar amanhã.. Mamãe, cheguei cedo mais poderia ter chego mais. Uma raiva incomoda e avassaladora me tomou o dia todo. Desci do trem e aquele sol de quatro horas da tarde, aquela alegria soberana nos rostos comemorando a sexta feira estava me incomodando. Como podia chegar em casa e aproveitar a presença dos meus pequenitos sentindo aquilo ? Me dirigi ao Duque. Cortei pelo Shopping. Passei na Games & cia e o God of War Ascention tava na vitrine. Continuei. Cheguei no Duque. Tudo parecia extremamente feliz, extremamente bonito pro meu gosto. No fundo no fundo desejava ardentemente que uma perseguição policial acontecesse e o cabo Cunha em pessoa atirasse em mim por engano. Queria morrer ali, e não ter tempo pra escrever aqui. Tão frustrante quanto estar viva é olhar pro corte fundo na mão quando eu, inutil, tentava subir até o topo da árvore. Quão frustrante isso foi. Quão humilhada me senti? Eu queria chorar, podia chorar, era o local mais holliwodiano para isso. Mas não conseguia. Era raiva, mamãe, além de dor. Muita dor.
Por falar em dor, morri me sentindo muito perspicaz. Minhas aulas de percepção e e criatividade estavam sendo incríveis, pena morrer. Com o vídeo de hoje passei uma boa parte do meu tempo arranjando maneiras dramáticas de convencer o Hospital das Clínicas de que a dor que eu sentia era tanta que eles podiam desativar um pedacinho do meu diencefalo para uma dor específica, como numa cirurgia de Mal de Parkison. Mas analisando mais, sendo seres capazes de aprender sentimos dor para nos pouparmos de tantas outras. Se a dor não existisse nos mutilariamos diariamente. Então retirar minha dor não resolveria o problema já que eu NUNCA quero sofre-la novamente, e se eu desativar a emoção "apaixonar-se" o cérebro arranjaria outras relações afetivas pra satisfação e eu iria me meter em confusões piores.. No fim, descobri que, como um filho, a dor que se instalou precisa permanecer viva, pra que eu me lembre SEMPRE do resultado.
Mas graças eu MORRI =DDD então, junto com a lamaeira que eu devo virar, todo os maus sentimentos e aquela baboseira toda se FORAM !
Nada deve ser mais libertador do que morrer.
Aaaaaahm, se eu morrer amanhã ! Sirvam muqueca de camarão na minha festa ok ? Morri com vontade de comer moqueca de camarão !
Aaaaaaaaaaaahn, e doritos. Muitos doritos. Merda de promessa que me tirou meu salgadinho preferido, a bosta do Meu Um e um tantinho do meu bumbum =((
Se eu morrer, morrerei esperançosa em dormir... e não acordar.
Se eu não acordar amanhã, uma explicação básica: Juan, não, não to com raiva de você. Só to pondo em prática uma decisão tomada há tempos, que até duvidaram que eu conseguiria. Se eu morrer hoje, quarto quintos da primeira fase terão sido cumpridos. Só cinco pessoas atualmente conheciam verdadeiramente minhas dores, meus amores, minhas drogas, horrores e etc. Afastei-me da Dani, a primeira. Fugi de suas investidas, almoços, passeios programados. Depois você, cortando a intimidade que ainda restava, hoje renan. Re, perdão, rude e grossa, mas sincera. Não, não quis te ver, não, não quero teu ombro amigo, nem ajuda, nem nada. Só quero ficar na minha. Próximo e mais difícil seria você Guh, meu irmãozinho, mas como tudo contigo é mais difícil, não seria eu a te distanciar. Simplesmente iria acontecer com teu namoro e minha frieza aguda. O objetivo não é cortar laços com nenhum de vocês, mas tirar esse amor, essa intimidade, tirar meu sentimento materno, fiel à vocês. Morri com a pior dor que já pensei sentir, por conta do UM quinto que partiu sem eu ter tempo de me resguardar. E me tornar alguém mais indiferente, mais fria.. foi mais fácil do que imaginei. Quando a sua dor cala toda e qualquer compaixão que você possa sentir por outrem, magoar os outros fica muitíssimo mais simples.
Então, se eu morrer amanhã, saibam disso. Não foi por desamor nem nada disso que falei o que falei. Senti que não podia deixar mais ninguém invadir meu ser, e vocês estavam próximos demais.
continuando.
Se eu não acordar amanhã.. Mamãe, cheguei cedo mais poderia ter chego mais. Uma raiva incomoda e avassaladora me tomou o dia todo. Desci do trem e aquele sol de quatro horas da tarde, aquela alegria soberana nos rostos comemorando a sexta feira estava me incomodando. Como podia chegar em casa e aproveitar a presença dos meus pequenitos sentindo aquilo ? Me dirigi ao Duque. Cortei pelo Shopping. Passei na Games & cia e o God of War Ascention tava na vitrine. Continuei. Cheguei no Duque. Tudo parecia extremamente feliz, extremamente bonito pro meu gosto. No fundo no fundo desejava ardentemente que uma perseguição policial acontecesse e o cabo Cunha em pessoa atirasse em mim por engano. Queria morrer ali, e não ter tempo pra escrever aqui. Tão frustrante quanto estar viva é olhar pro corte fundo na mão quando eu, inutil, tentava subir até o topo da árvore. Quão frustrante isso foi. Quão humilhada me senti? Eu queria chorar, podia chorar, era o local mais holliwodiano para isso. Mas não conseguia. Era raiva, mamãe, além de dor. Muita dor.
Por falar em dor, morri me sentindo muito perspicaz. Minhas aulas de percepção e e criatividade estavam sendo incríveis, pena morrer. Com o vídeo de hoje passei uma boa parte do meu tempo arranjando maneiras dramáticas de convencer o Hospital das Clínicas de que a dor que eu sentia era tanta que eles podiam desativar um pedacinho do meu diencefalo para uma dor específica, como numa cirurgia de Mal de Parkison. Mas analisando mais, sendo seres capazes de aprender sentimos dor para nos pouparmos de tantas outras. Se a dor não existisse nos mutilariamos diariamente. Então retirar minha dor não resolveria o problema já que eu NUNCA quero sofre-la novamente, e se eu desativar a emoção "apaixonar-se" o cérebro arranjaria outras relações afetivas pra satisfação e eu iria me meter em confusões piores.. No fim, descobri que, como um filho, a dor que se instalou precisa permanecer viva, pra que eu me lembre SEMPRE do resultado.
Mas graças eu MORRI =DDD então, junto com a lamaeira que eu devo virar, todo os maus sentimentos e aquela baboseira toda se FORAM !
Nada deve ser mais libertador do que morrer.
Aaaaaahm, se eu morrer amanhã ! Sirvam muqueca de camarão na minha festa ok ? Morri com vontade de comer moqueca de camarão !
Aaaaaaaaaaaahn, e doritos. Muitos doritos. Merda de promessa que me tirou meu salgadinho preferido, a bosta do Meu Um e um tantinho do meu bumbum =((
Se eu morrer, morrerei esperançosa em dormir... e não acordar.
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