Dentro do mundo fechado que são nossos sonhos, os predadores da mente nos atormentam. Qual é o seu maior pesadelo? Qual é o seu maior medo? O que fazer quando o que mais temeu em toda a vida acontece?
Acho que tenho síndrome de solidão. Minha mãe lembra quando eu era pequena e acordava gritando, chorando e implorando para ela não ir embora sem mim. Até hoje eu ainda acordo suada com sonhos parecidos.
Lobisomens, vampiros, bruxos e demônios não me assustam. Eu tenho medo da solidão.
Na realidade, nessa primeira fase do meu medo, era o terror de ficar sozinha, o que não é a mesma coisa de ser solitária. Meu medo era de ser abandonada, esquecida, deixada.
Bom, aos poucos fui entendendo que eu não o seria, pelo menos não pelos meus pais. Tive que deixar algumas pessoas, mas sem fazer falta como elas mesmas faziam para mim. E, há pouco tempo, fui deixada.
Não era mais pra eu estar escrevendo coisas tristes sobre a minha dor. Mas minha vontade de dizer sempre é inevitável. Eu sei que é justamente a repetição desses meus pensamentos que fazem a minha dor não sarar. Mas eu acho que sou um “doente terminal” em relação a esse tipo de vírus.
Sim, você me esfaqueou quando minha imunidade estava baixa. Tenho tentado todos os coquetéis possíveis, mas quando parece que já sarou, ela vem mais forte e me ataca em algum outro pedaço mais dolorido. Sim, é bom que eu seja a única doente nessa história, mas se tivesse sido forte e verdadeiro para nós duas, eu nunca estaria nesse leito. Pelo menos não sozinha.
E não sei mais como compensar isso. Eu não sei como fazer parar de doer. Eu amo demais.
Obs:
Thamires, muito obrigada por ser como é.
Bianca, Nathália, Caique. Os sorrisos que vocês me fazem dar são o meu coquetel. Obrigada.
Emerson. Receber mensagens, do nada de madrugada com um “não chore, eu confio em você” são o que lavam a minha alma.
Jhonatan, você é a minha paz de espírito.
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