quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Ela era nova, diferente e com cara de poucos amigos. Gostava de rock, solidão e livros. Encontrou nas colegas de classe uma companhia. Encontrou numa menina da escola a “melhor amiga”. Conheceu os jovens do bairro. Se apaixonou pelo que namorava uma amiga. Fez os catorze anos com as queridas ao lado. Teve as melhores férias. Pediu a permição do pai para namorar. Se decepcionou com o tal garoto apaixonado. Se enganou. Orou noites para que seus pedidos fossem atendidos. Foram. Cursinho com a best. Nova paixonite, sem nunca se esquecer do outro. Viu mentirinhas quebrar amizades. Chorou de emoção quando o Primeiro Namoro teve início. Pode gritar de satisfação quando o sonho de orgulhar os pais, pelo menos um pouco, se realizou. Viu mais um irmão nascer, chorar pra mamar e ninar. Demorou pra se socializar com um grupinho fixo na nova escola. Obteve o ponto positivo de conhecer todos, mesmo depois de tendo se “encontrado”. Sorriu com o melhor amigo dizendo que ela era forte e sempre ia sair das confuções da vida. Ouviu “eu te odeio” de uma das pessoas mais amadas. Ouviu “Não liga” de pessoas conhecidas, desconhecidas, sinceras e criticas. Amou e continua amando muito. Chega e briga ou brinca com a cachorra. Beija, abraça e fala oi, respectivamente, com a irmã, o pai e a mãe. Chora quando lembra, sorri quando releembra. Acordou com vontade de tudo. Pode dormir com vontade de nada. Vai sair e correr na calçada, dizeendo EU QUERO SER AMADA.

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