terça-feira, 10 de maio de 2011

Chorar às vezes limpa. Às vezes suja, às vezes cura, às vezes fere. Chorar às vezes acalma, às vezes desespera, às vezes conserva. Chorar as vezes cala, as vezes corrói, as vezes constrói, as vezes destrói. Chorar às vezes é um nada do vazio existencial de cada ser vivo. Cada ser que existe, cada ser que se faz inexistente. Chorar às vezes são só lágrimas, as vezes são palpáveis palavras, as vezes ensurdecedores silêncios. O choro é grito, é mito, um rito. Chorar é uma ação, uma reação, um mero não. E diante de tudo isso, não chorar é anti-humano.

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