quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Quando entrei naquele quarto escuro, tudo me assustou. As cortinas de personagens esquecidos estavam semi-abertas, projetando sombras sinistras no pequeno cômodo. Uma grossa camada de poeira se instalava permanentemente sobre a escrivaninha velha; haviam folhas de papel decoradas e manchadas espalhadas no chão. A colcha rosa e suja estava desarrumada e amassada como se alguém tivesse acabado de se deitar. Os olhos das bonecas de pano e porcelana brilhavam aterrorizantemente sobre as prateleiras. E por ultimo, aquela mancha solitária de um vermelho nojento sobre o tapete de ursinho.

Observei por mais algum tempo o conjunto bizarro e fechei a porta do aposento.


ps.: Sim, fui eu que escrevi no dia 19/04/08, um rascunho para uma redação que tivesse haver com o caso da Isabella Nardoni.

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