Fico imaginando como seria minha vida se eu tivesse escolhido te esquecer. Se minha real vitória fosse ter te escondido no âmago da minha existência. Era só deixar você sair... Se do meu cotidiano você saiu por conta própria, do meu coração dependeu de mim. E eu escolhi sofrer. Eu preferi viver me mutilando com as lembranças do que um dia foi meu ao invés de cortar laços que já não estão unidos. Como um neném que não percebe que seu cordão já foi há tempos, eu choro como se você fosse se importar, se preocupar o suficiente para uma palavra de carinho. Não, meu apelo direto ou indireto não foi e nem será atendido. E porque, porque mesmo eu sabendo que meu desejo não vai se realizar eu ainda grito? Por que o silencio seco não segura os soluços do choro? Eu escolhi não escolher. E não estou preparada para as conseqüências. Não, meu mundo não é cor de rosa. Mas o cinza de um dia chuvoso é a melhor paisagem que poderia surgir. Espero. Não espero. O obvio é irregular e instável, mas as coisas nunca vão ser como eu quero. Obrigada Dani.
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